Mielofibrose: avaliação estratégica para gestão de custos e otimização de recursos na saúde suplementar
DOI:
https://doi.org/10.66305/jbas.v5i3.4Palavras-chave:
Mielofibrose, Momelotinibe, Auditoria médica, Avaliação de Tecnologia em Saúde, Custo-efetividade, Saúde SuplementarResumo
Introdução: A mielofibrose (MF) é uma neoplasia mieloproliferativa rara, com significativa morbidade e elevada carga econômica. O manejo da anemia e da dependência transfusional são desafios clínicos e financeiros proeminentes. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico, de utilização e de custos da MF em beneficiários de uma operadora de plano de saúde e discutir o potencial do momelotinibe como estratégia de otimização de recursos sob a ótica da gestão em saúde. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva, longitudinal, realizado no período de janeiro de 2019 a dezembro de 2024, utilizando dados administrativos de beneficiários com MF vinculados a uma autogestão com abrangência de cobertura nacional. Foram analisados indicadores demográficos, taxas de utilização e custos diretos assistenciais. Resultados: A prevalência de MF foi de 56/100 mil beneficiários. O custo médio anual por paciente foi de R$ 64.312, com 47% das despesas atribuídas a internações. A taxa de internação foi 3,4 vezes maior (0,95 vs 0,28) que a média da população geral. No curso da doença, 63% dos pacientes precisaram de transfusão sanguínea recorrente. Conclusão: O estudo mostra que a MF impõe alta carga clínica e financeira. A alternativa terapêutica com uso de momelotinibe, ao tratar a anemia e reduzir a dependência transfusional, emerge como uma tecnologia com potencial de custo-efetividade superior, alinhando-se aos princípios da gestão estratégica da inovação tecnológicae otimização de recursos na saúde suplementar brasileira.
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